quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Carta ao inquilino da terra





SOMOS INQUILINOS DA TERRA <3



Titulo: Carta ao Inquilino



Prezado morador.

Gostaria de informar-lhe que o contrato de aluguel que firmamos há bilhões de anos está vencendo.

É tempo de renová-lo. Só que agora, temos que acertar alguns pontos fundamentais.

Você precisa pagar a conta de energia.

Está muito alta. Como é que você pode gastar tanto assim?

O consumo de água:

Antes, eu fornecia água á vontade, pra você e pra sua família... hoje não disponho mais desta quantidade.

Então, precisamos renegociar o uso que você ta fazendo dela.

Comida: Por que alguns na sua casa comem bastante e outros estão morrendo de fome? Você pode me dizer?

O quintal da sua casa é grandão.

Se você cuidar bem da terra, vai ter alimento pra todo mundo.

Ah, outra coisa, você cortou as árvores...as árvores que davam sombra, que são responsáveis pelo ar que respiramos...pelo equilíbrio de tudo.

O sol tá cada vez mais quente...você viu que o calor aumentou, né ? É geleira derretendo, o nível do mar subindo...mar invadindo as praias... Então.

Agora, você precisa replantar as árvores depressa..., senão você está literalmente..FRITO.

Os bichos e as plantas desse imenso jardim da sua casa devem ser cuidados e preservados.

Eu procurei alguns animais que tinham aí..e não encontrei. Quando eu aluguei a casa pra você eles estavam aí...bonitinhos..você se lembra?

Ah...o nosso céu cor de anil..tão cantado em verso e prosa...azul...céu de brigadeiro, como lá diz o outro....

Cadê? O céu ta com cores estranhas. Não dá nem pra definir. Parece sujo...

Ah, por falar em sujeira. Que lixo, hein? Fui andar por aí..como na canção...o que encontrei foram... objetos estranhos e variados pelo caminho.

Isopor, pneus, plásticos...garrafas vazias...jornal velho...até papel de bala.

Não vi os peixes que moram nos rios e lagos. Vocês pescaram todos?

Onde estão esses peixes que eu estou falando?

Bom. É hora da gente conversar. Você e Eu.

Eu quero saber se você ainda pretende morar aqui..na minha casa.

Se pretende...o que pode fazer pra cumprir o NOSSO contrato?

Eu gostaria de você sempre morando na minha casa...mas tudo tem um limite,

né?

Então? Você...pode mudar de comportamento..Pode?

Pois..Eu vou ficar aqui aguardando sua resposta.

Resposta só não, que de conversa eu ando cheio. Promessa... não adianta. Eu quero ATITUDES.

Eu sou o DONO da casa..da terra..EU sou DEUS.



Fonte: http://tvcultura.cmais.com.br/srbrasil/poemas/carta-ao-inquilino

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Manuel António Pina

Manuel António Pina  (Sabugal, 18 de novembro de 1943 — Porto, 19 de outubro de 2012 
foi um jornalista e escritor português, premiado em 2011 com o Prémio Camões.
O escritor licenciou-se em direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e foi jornalista do Jornal de Notícias durante três décadas, tendo sido depois cronista do Jornal de Notícias e da revista Notícias Magazine.
A sua obra incidiu principalmente na poesia e na literatura infanto-juvenil, embora tenha escrito também diversas peças de teatro e de obras de ficção e crónica. Algumas dessas obras foram adaptadas ao cinema e TV e editadas em disco.
A sua obra se difundiu em países como França (francês e corso), Estados Unidos, Espanha (espanhol, galego e catalão), Dinamarca, Alemanha, Países Baixos, Rússia, Croácia e Bulgária.
A 9 de Junho de 2005 foi feito Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
Faleceu no dia 19 de Outubro de 2012 no Hospital de Santo António no Porto.

1976 - "O livro dos porquês" (lit. infanto-juvenil);
1978 - Aquele que quer morrer (poesia);
1981 - "A lâmpada do quarto? A criança?" (poesia);
1983 - "O pássaro da cabeça" (poesia);
1983 - "Os dois ladrões" (teatro);
1984 - "Nenhum sítio" (poesia);
1984 - "História com reis, rainhas, bobos, bombeiros e galinhas" (lit. infanto-juvenil) ;
1985 - A guerra do tabuleiro de xadrez(lit. infanto-juvenil);
1986 - Os piratas(ficção);
Prémios
1978 - Prémio de Poesia da Casa da Imprensa (“Aquele que quer morrer”);
1987 - Prémio Gulbenkian 1986/1987 (“O Inventão”);
1988 - Menção do Júri do Prémio Europeu Pier Paolo Vergerio da Universidade de Pádua, Itália (“O Inventão);
1988 - Prémio do Centro Português para o Teatro para a Infância e Juventude (CPTIJ) (conjunto da obra infanto-juvenil);
1993 - Prémio Nacional de Crónica Press Club/ Clube de Jornalistas;
2002 - Prémio da Crítica, da Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários” ("Atropelamento e fuga");
2004 - Prémio de Crónica 2004 da Casa da Imprensa (crónicas publicadas na imprensa em 2004);
2004 - Prémio de Poesia Luís Miguel Nava 2003 (Os livros);
2005 - Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores/CTT (Os Livros);
2010 - Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância (O Cavalinho de Pau do Menino Jesus e Outros Contos de Natal)
2011 - Prémio Camões.


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A escritora Nuria Barrios visita o colégio Marupiara no dia 12 de Novembro


Nuria Barrios nasceu em Madri, na Espanha, em 1962. Doutora em filosofia pela Universidade Complutense de Madri, publicou seu primeiro romance, Amores patológicos (Ediciones B) em 1998, o qual lhe rendeu reconhecimento literário. O sucesso foi confirmado com o lançamento de seu segundo romance, El zoo sentimental (Alfaguara, 2000), e do ensaio Balearia (Plaza y Janés, 2000). Tem dois livros de poesia: El hilo del agua (Algaida, 2004), coletânea de poemas pela qual recebeu o Prêmio Ateneo de Sevilha de Poesia, e Nostalgia de Odiseo (Vandalia, 2012). Seus contos foram incluídos em importantes antologias, entre elas Páginas amarillas (Lengua de Trapo, 1998), Pequeñas resistencias: Antología del nuevo cuento español (Páginas de Espuma, 2002), Cuentos de mujeres solas (Alfaguara, 2002) e Tu nombre flotando en el adiós (Ediciones B, 2003).
Sua obra já foi traduzida para o holandês, italiano, croata e esperanto.
Fonte: http://editora.cosacnaify.com.br/Autor/2033/Nuria-Barrios.aspx