segunda-feira, 13 de junho de 2011

123º Aniversário de Fernando Pessoa




Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta e escritor português.

É considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal, muitas vezes comparado com Luís de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou a sua obra um "legado da língua portuguesa ao mundo".[1]

Por ter crescido na África do Sul, para onde foi aos seis anos em virtude do casamento de sua mãe, Pessoa aprendeu a língua inglesa. Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa. Fernando Pessoa dedicou-se também a traduções desse idioma.

Ao longo da vida trabalhou em várias firmas como correspondente comercial. Foi também empresário, editor, crítico literário, ativista político, tradutor, jornalista, inventor, publicitário e publicista, ao mesmo tempo que produzia a sua obra literária. Como poeta, desdobrou-se em múltiplas personalidades conhecidas como heterónimos, objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra. Centro irradiador da heteronímia, auto-denominou-se um "drama em gente".

Fernando Pessoa morreu de cirrose hepática aos 47 anos, na cidade onde nasceu. Sua última frase foi escrita em Inglês: "I know not what tomorrow will bring… " ("Não sei o que o amanhã trará").

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Pessoa

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Agenda Literária: Toni Brandão - 09 de Junho de 2011


O escritor Toni Brandão é um dos preferidos da garotada e dos educadores do Brasil por sua competente facilidade de comunicação com o público e pela adequação dos temas que aborda em seus livros para o melhor entendimento do universo dos pré-adolescentes e adolescentes. Em sua nova coleção, lançada por um selo próprio (A Caixa Verde), Toni parte do triângulo amoroso formado por Pedro, Isabela e Zoé (O Garoto Verde) e do sucesso de uma banda de rock formada por Pedro e seus amigos (Os Recicláveis! e Os Recicláveis 2.0!) para plantar a semente de três divertidas e reflexivas histórias de amor, amizade, ética, cidadania, respeito às diferenças étnicas e comportamentais, responsabilidade e inclusão social, violência, bulliyng... e outros importantes temas que fazem parte do cotidiano atual e determinam o comportamento dos garotos e garotas de qualquer lugar do mundo. Amor + amizade sustentabilidade +bullying ética + cidadania
entretenimento +educação banda de rock+Inclusão social música + tecnologia Diferenças culturais.

“É possível se divertir e refletir ao mesmo tempo!”

Toni Brandão:
O Garoto Verde
parte do agitado triângulo amoroso formado pelo garoto Pedro (superecológico sem ser chato, bonitão e descolado), Isabela (uma garota linda, forte e extremamente mimada e consumista) e Zoé (a garota mais ecológica e naturalmente linda da escola onde o trio estuda) para traçar um painel comportamental e contemporâneo sobre garotas e garotos urbanos de qualquer parte do mundo; discutindo temas como amor, amizade, sustentabilidade, sexualidade, ética, cidadania, respeito às diferenças, inclusão social... e bullying ! Paralelamente ao tempestuoso triângulo amoroso – através de tramas paralelas com os amigos e amigas de Pedro, Isabela e Zoé –, as outras questões e temas vão sendo inseridos e incorporados ao cotidiano dos protagonistas. O bullying, por exemplo, é apresentado pelo núcleo de personagens formado por Gabriel, Rafael e Daniel, os Bad Kids, garotos inseguros que fazem de tudo para camuflar suas fragilidades com um comportamento hostil, arrogante e sem limites. No final do livro, as tramas se encontram em um evento cultural na escola, a Festa Verde, onde Pedro e seus amigos montam uma banda de rock: Os Recicláveis!
Os Recicláveis! traz o sucesso da banda formada por Pedro e seus amigos, ganhando espaço fora da escola com suas ideias verdes, baladas e canções pop com temas afinados com o universo da garotada (como as dificuldades amorosas e de relacionamento) e as principais questões contemporâneas (como sustentabilidade, ética, cidadania e inclusão social). Enquanto a banda faz sucesso na Internet e em shows em outras escolas, acompanhamos a história de amor do trio de
protagonistas se complicando e também os desdobramentos das histórias de amor e amizade e relações familiares dos outros garotos e garotas da banda. As discussões de sustentabilidade, ética e comportamento propostas na primeira aventura são aprofundadas e saem do ambiente escolar para a vida dos garotos e garotas fora da escola. Pedro e seus amigos têm de lidar com a maneira nem sempre ética ou ecologicamente inteligente de seus vizinhos agirem em seu cotidiano. Confusão na certa! Assim como as tramas que os envolve, os personagens também amadurecem em suas maneiras de refletir e de interagir com o mundo que os cerca. No terceiro livro da série, Os Recicláveis 2.0! – Tour Brasil 2011, os garotos e garotas crescem um pouco mais e a banda se lança, entre aventuras e desventuras, fazendo shows por algumas das principais cidades brasileiras, como Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Brasília e Curitiba... Sempre se metendo em confusão por sua maneira reciclável de ver e de estar no mundo. A cada viagem, uma nova confusão, muita diversão e também a possibilidade de conhecer outros aspectos culturais de cada região do Brasil e como esses aspectos interferem no comportamento dos garotos e garotas!!! Logo no começo da trama, o protagonista Pedro é roubado por um garoto da mesma idade e com o mesmo nome que ele. Depois de refletir sobre isso com outros garotos e garotas da banda e das cidades por onde ele passa, Pedro encontra uma maneira de ajudar o outro Pedro e seus amigos a tentarem se inserir socialmente através da possibilidade de criar (construir) e não roubar (destruir). As histórias amorosas também se complicam! E se reciclam com desfechos surpreendentes! Paralelamente, entre uma viagem e outra, a banda grava o seu primeiro CD, com músicas que em breve estarão disponíveis, na Internet, para os leitores.
Faz parte ainda do projeto cultural dos três livros a montagem da banda Os Recicláveis!, com atores/ músicos (com os mesmos tipos físicos dos personagens) e que farão shows pelo Brasil.


A CAIXA VERDE
tel.: 11 25338118
Toni Brandão
Fonte: www.tonibrandão.com.br

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O ipê-amarelo e o flamboyant - Sérgio Capparelli


O ipê-amarelo e o flamboyant
Quando floresceu pela primeira vez em julho passado, o ipê-amarelo estremeceu de alegria. Passou longo tempo se olhando no lago. Ele estava em dúvida se ele era ele mesmo, depois de tanta mudança. Era as primeira vez que suas flores se abriam.
Uma menina que passava disse para a sua amiga:
-Chegou a primavera!
O ipê ficou ainda mais espantado, ele sempre tinha estado ali e o nome dele era ipê e não primavera. Disse então para o flamboyant ao lado.
-Não sei o que me aconteceu. Fui dormir e acordei desse jeito.
-Aqui, na beira d’água, a gente fica sem entender o que acontece. Só posso dizer que suas flores são muito bonitas.
-Isso acontece com todo mundo?
-O quê? Ficar amarelo?
-Amarelo, vermelho, azul ou marrom, pouco importa.
-Não sei te dizer, sou fraco em botânica.
Os dois ficaram conversando durante um bom tempo. De vez em quando, com a desculpa da poeira trazida pelo vento, o ipê-amarelo se virava para o lado, para dar uma espiada na sua floração refletida no lago.
Entrou setembro.
O ipê viu um tapete amarelo no chão. E esse tapete era de flores. Suas flores. Outras flores amarelas boiavam no lago. Hibiscos, rosas e dálias.
A primavera devia chegar ao mesmo tempo em muitos lugares. Outras plantas tinham perdido as flores, como ele.
-Queria ser como você - disse o flamboyant ao ipê - mesmo tendo de perder as flores. Elas flutuam nas águas e se lembrem de onde nasceram, olhando para as margens. Eu ainda não tive a alegria de florescer.
A menina de antes pegou um flor de ipê e com ela enfeitou os cabelos:
-Esse flamboyant está que nem antes: sem flor nenhuma - comentou.
O jeito da menina falar era como uma crítica. Onde é que podia ter errado?, perguntou-se o flamboyant
Nesse momento, o flamboyant pegou uma dúvida no ar, trazida pela brisa. E se nunca florisse? No início tinha sentido uma ponta de inveja do ipê-amarelo, achando que no mundo vegetal uns nascem primaveras e outros, inverno.
Pouco mais de semana depois, o ipê-amarelo tinha deixado de ser amarelo e voltara a ser verde. E os hibiscos, rosas e dálias não flutuavam mais no lago. Mas apareceram, de repente, petúnias, orquídeas, bromélias, pernas-de-moça, topete-de-cardeal, extremosas e chuva-de-ouro. Murchas, a maior parte. Mesmo assim o flamboyant parecia contente.
-Acho que nós mudamos no mesmo tempo em que o tempo muda - ele concluiu.
Entrou novembro e com novembro o flamboyant entristeceu. Preferia levar a vida calado no seu canto.
A menina veio passando procurou no chão uma flor, não encontrou e disse:
-Novembro, e esse flamboyant não se decide! O calor está começando. Primavera, agora, só no ano que vem.
O flamboyant sentiu que ia desmaiar. Talvez por causa do calor.
Já o ipê-amarelo agitou-se. Se a primavera voltasse no próximo ano, ele iria florescer de novo.
O flamboyant, vendo o ipê-amarelo pensativo, achou que ele devia ter chegado à conclusão de que a vida se renovava todo ano. Mas por que ele não discutia essas coisas com ele?
No dia seguinte, bem de manhãzinha, o ipê ainda estava dormindo e o flamboyant levou um susto, ao ver o lago ensangüentado. Deu um grito, acordando o ipê. Só então percebeu, em volta dele, ratão-do-banhado, tartaruga, jararaca, zorrilho, cupinzeiro, pica-pau, rã, garça e até um casal de cisne da patagônia. Todos o contemplavam de um jeito muito tranqüilo e, ao mesmo tempo, maravilhados. Então o flamboyant olhou para o rio novamente.
Não era sangue. Era o vermelho de suas flores refletidas nas águas do lago.

Ilust. foto no portal da ilha de Reunião

2008-01-22 20:12:41
Fonte: http://www.capparelli.com.br/raposa.php